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Metallica: 44 Anos de História em 5 Álbuns Essenciais

  • Foto do escritor: José Vilela
    José Vilela
  • 28 de out. de 2025
  • 3 min de leitura

Atualizado: 6 de fev.

Não existe melhor maneira de celebrar o aniversário da “Banda do Coração” do que homenageá-la com um ‘Top 5’ dos seus álbuns.Desde a sua formação, em 1981, pelas mãos de James Hetfield e Lars Ulrich, os Metallica são os grandes pioneiros do Rock e do Metal. Por muitos, considerada a maior banda da história. A meu ver, há um fundo de verdade na afirmação anterior. Já não vemos uma banda da velha guarda com tanta longevidade e qualidade em tudo o que faz; todos os maiores caíram em algum aspeto. Passo a citar os exemplos dos Guns N’ Roses, que estão incansáveis, mas perderam qualidade no que toca ao porta-voz da banda, e o exemplo dos Queen, que, pela perda de Freddie Mercury, nunca voltaram ao que eram.


Com uma fusão entre um Rock N’ Roll cheio de groove e um Thrash Metal supersónico, as produções dos californianos continuam a marcar gerações e vidas, como a minha. Da sua estreia com Kill ‘Em All, de 1983, até ao último trabalho, 72 Seasons, 40 anos depois, encontramos todo o tipo de vibes, especialmente ricas em diversidade e autenticidade. Por falar em diversidade, inicia-se o ‘Top 5’ com o Load, de 1996. Uma escolha polémica, sem dúvida, mas que, aos meus olhos, faz total sentido. É um álbum que demonstra toda a maturidade musical da banda e, acima de tudo, um álbum que demonstra imensa coragem, por ser uma mudança total no estilo musical face ao lançamento anterior, o sucesso global Black Album.


A ocupar o quarto lugar, sem choques, Ride the Lightning. O segundo álbum da banda tem, literalmente, uma energia eletrizante. Lançado em 1984, este trabalho fica marcado pela mudança nos riffs — uma abordagem mais “Hard & Heavy” que presenteou os fãs com temas como Creeping Death, Trapped Under Ice e a primeira e maior balada da banda, a famosa Fade to Black. O álbum fica também marcado pela beleza da capa, que mistura tons de azul-escuro com uma trovoada à volta da protagonista do álbum: a cadeira elétrica.


O Black Album é, indiscutivelmente, um dos maiores discos de sempre. Consigo, carrega músicas intemporais, como Nothing Else Matters, Enter Sandman, The Unforgiven, etc. A obra-prima de 1991 levou os Metallica a todas as rádios, bocas e ouvidos do mundo, levando até muitos fãs a criticar a banda, acusando-a de ser um “sell out”. A verdade é que, mesmo sendo um álbum com um pace menor que os anteriores, é um alicerce fundamental na história da música, ocupando, assim, o terceiro lugar do meu ranking.


Ao chegar ao segundo lugar, fica cada vez mais complicado atribuir posições a estes álbuns e, se calhar, o próximo álbum merecia mais justiça. O …And Justice for All, de 1988, é, para mim, o segundo melhor álbum dos Metallica. É, sem dúvida, o álbum mais técnico, mais rápido e mais furioso. Foi o primeiro álbum pós-Cliff Burton da banda e, aos meus olhos, o primeiro em que a banda adicionou sentimentos à receita. Não podia ter corrido melhor: o videoclipe de One foi incrivelmente premiado, a banda ganhou um Grammy, e o álbum teve músicas surpreendentes, como The Shortest Straw e Dyers Eve, que consolidaram oficialmente James Hetfield como o maior frontman de sempre. O álbum recebeu também várias críticas a nível de mix, porque Lars Ulrich mandou fazer o baixo de Jason Newsted inaudível no álbum.


Na minha opinião, o holy grail da discografia dos Metallica é o Master of Puppets, ocupando, assim, o meu primeiro lugar. O álbum é alucinante — um em um milhão. A abrir, os clássicos Battery e Master of Puppets. Velocidade da luz, groove e musicalidade são as palavras que melhor definem este álbum. Além disso, muitos fãs consideram que a formação da banda de 1986 que compôs este álbum é a melhor de todas e a mais “Metallica”: James Hetfield, Lars Ulrich, Kirk Hammett e Cliff Burton. O Master of Puppets aborda temas ainda relevantes na sociedade e tem uma violência bonita que lhe dá um selo de autenticidade único.

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