Guerreiros até ao fim
- Tomás Ramos

- 8 de mar.
- 2 min de leitura
A Sintoniza*te voltou à pedreira após 482 dias do último Braga x Sporting, no passado sábado 7, para acompanhar o duelo da 25.ª jornada do Campeonato Português que terminou com um empate a duas bolas e um desfecho inesquecível, decidido apenas no último minuto da partida. Tal como tinha acontecido na primeira volta em Alvalade, o Sporting deixou escapar a vitória nos descontos frente ao SC Braga, num jogo realçado de domínio, ajustes na tática e muita criatividade até ao apito final.
O Braga assumiu mais posse de bola nos minutos iniciais, procurando construir desde trás e controlar o ritmo do jogo, enquanto o Sporting optou por uma abordagem mais direta, explorando os espaços nas costas da defesa bracarense, sobretudo pelo corredor direito. Apesar de os arsenalistas terem mais bola, foram os leões a criar as primeiras situações de perigo e a chegar à vantagem aos 22 minutos, quando Gonçalo Inácio aproveitou um canto batido por Pedro Gonçalves para fazer o 0-1. O Sporting esteve mesmo perto de ampliar a vantagem pouco depois, mas Hornicek negou o golo a Luís Suárez com uma grande intervenção. O Braga respondeu com qualidade aos 34 minutos, com João Moutinho a lançar Rodrigo Zalazar num passe longo que resultou na assistência para Ricardo Horta empatar o encontro. Ainda assim, já nos descontos da primeira parte, o Sporting voltou a colocar-se em vantagem através de um penálti convertido por Luís Suárez, levando o resultado de 1-2 para o intervalo.
Já na segunda parte, o Braga cresceu no jogo e passou a assumir maior controlo territorial, com mais presença ofensiva e maior circulação de bola no meio-campo adversário, enquanto o Sporting procurava explorar o contra-ataque e gerir a vantagem. As oportunidades dividiram-se, mas mesmo com os cânticos da claque a equipa leonina começou a acusar algum desgaste físico, situação que permitiu aos minhotos pressionar mais perto da área adversária. Quando o jogo parecia encaminhado para uma vitória do Sporting, surgiu no sexto minuto de compensação, um penálti que recaiu na mão de Gonçalo Inácio que permitiu a Rodrigo Zalazar converter a grande penalidade e fixar o resultado final nos dois golos para ambas as equipas, garantindo, assim, um ponto ao Braga no último lance da partida.
No final do encontro, Rui Borges mostrou-se desapontado com o resultado, lembrando que não é a primeira vez que a sua equipa sofre golos decisivos frente ao Braga nos instantes finais. O treinador transmontano considerou que o Sporting entrou bem no jogo e teve oportunidades para resolver a partida mais cedo, admitindo, no entanto, que na segunda parte o adversário foi superior e que a sua equipa acusou alguma quebra física. Ainda assim, sublinhou que a equipa foi competitiva e que o foco continua a ser o caminho próprio no campeonato, independentemente dos resultados dos rivais diretos. Já Carlos Vicens destacou a personalidade da equipa bracarense e a capacidade de acreditar até ao fim, defendendo que o plano passava por ter coragem com bola frente a um adversário forte na pressão. O técnico espanhol valorizou o ponto conquistado, sobretudo pela forma como surgiu, e reforçou que a equipa continua focada mais do que nunca nos próximos desafios, tanto no campeonato como na Liga Europa.

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